30 de jul de 2010

CURSO DE FORMAÇÃO - PROFESSORES INGRESSANTES

Se há uma coisa que vem me incomodando nas últimas semanas, é o curso obrigatório aos professores ingressantes.

Nunca vi desperdício de dinheiro tão grande e tão explícito.

Para quem não sabe do que se trata, explico: depois de ser aprovado no concurso e escolher a escola, o professor é obrigado a ser aprovado em curso de formação que tem duração de quatro meses, com uma bolsa mensal de aproximadamente mil e trezentos reais.

Até então, problema algum.

A questão é que, depois de terminar o curso (e receber o dinheiro), o professor não é obrigado a ingressar no cargo. Conheço nesta condição várias pessoas que prestaram o concurso e não pretendem ingressar, mas obviamente vão participar, apenas por causa do dinheiro. Há também os estudantes aprovados, que vão fazer o curso e receber o dinheiro, mas estarão impedidos de ingressar no cargo, pois não possuem diploma de licenciatura.

Na prática, vejo a situação mais ou menos assim: o dinheiro que deveria ser investido na educação, vai para o bolso de qualquer um, considerando que não houve nenhuma preocupação no sentido de garantir a obrigatoriedade de posse aos cursistas, ou de verificação de documentos e títulos.

Resultado: os cargos permanecerão vagos, as escolas sem professores, e os alunos sem aula.

Vale lembrar de duas situações bastante recentes:
- a categoria esteve em greve por aumento salarial e teve suas reivindicações negadas sob o argumento de não haver dinheiro;
- a categoria questionou o fato de apenas 20% dos profissionais terem a possibilidade de "promoção por mérito", e a secretaria justificou que não havia dinheiro para fazer de outra forma.

Ora, se não há dinheiro, vamos usar o que resta com racionalidade!

Continuo na expectativa de que se publique alguma coisa que conserte este "equívoco".

Caso contrário, só me resta olhar o dinheiro público escorrendo pelo ralo.


Nenhum comentário: